JCast

Cultura pop japonesa, só que diferente.

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JCast #195

Updated 7 months ago.

Oi, ouvintes do JCast, que nesse momento são leitores! Bem, eu espero que sejam. Alguém tá lendo isso aqui? Nossa. É tudo tão silencioso aqui. Aquele silêncio que provoca zumbidinho, sabe? Tipo, tá tão silencioso que faz barulho porque nosso cérebro não sabe lidar com o silêncio absoluto, com o nada, com a aniquilação dos nossos preciosos sentidos e foi por isso que a gente criou Deus! Hmm... Então, Oi, ouvintes! Leitores, né? Como foi o carnaval de vocês? O meu foi ótimo, sabe. Eu andei me sarrando e sendo sarrado por dezenas de pessoas suadas cujos rostos eu não conseguia focalizar graças a miopia artificial provocada pelo álcool no meu sangue. Eu tinha uma skol beats já pela metade quando avistei uma senhora num carrinho e uma placa em que informava aceitar cartão de crédito. Meu dinheiro havia se esgotado no álcool e alguns últimos trocados provavelmente surrupiados do meu bolso enquanto trocava saliva com algúem (Toka Koka, amiright?) ao som de funk pesadão. Então cartão de crédito era importante e por isso eu me aproximei e perguntei se ela aceitava cartão de crédito. Mesmo já sabendo da resposta através do cartaz. Ela diz que sim, eu peço um copão de vodka com energético e ela diz que acabou o energético. Eu compro só a vodka. Uma dose, no cartão, no débito. Eu jogo minha skol beats ali no meio. Eu não sei por que eu jogo minha skol beats ali no meio. Daí eu tomo e fico bem louco e ando pelas pessoas, de volta ao começo da narrativa, eu não tô vendo rostos, etc. E eu penso no vazio de todas aquelas almas que precisam tão desesperadamente de um alívio da vida real de merda que é a nossa vida real, que elas se drogam no limite da razão e se entregam a folia desregrada, para sentir um pouco de liberdade. Isso é triste mas isso é sexy. E por isso todo mundo se beija. Né, ouvintes? Ouvintes lindos! E leitores dedicados. Bem gente, é isso. Vamos pro podcast? Estamos falando de Kyuranger. Mas antes de ouvir sobre esse excelente sentai que fala de questões profundas como correr atrás dos seus sonhos e fazer a própria sorte, mas como fazer isso, Kyuranger, como posso afogar o desespero causado pela inexorabilidade do tempo e pela crueldade dos deuses? Bem, a série não responde nada disso, mas é ótima e antes de começar a ouvir atente para os seguintes avisos:

- Kyuranger é o sentai com maior número de integrantes
- Tem mais integrantes que o recém formado grupo Now United
- Esse grupo tem integrantes de todos os cantos do mundo
- Kyuranger tem integrantes de todos os cantos da galáxia

- Encerramento com elenco dançando é tipo assim, ame ou odeie

- Não tem como saber de antemão, não tem regra, tu viu gostou ou não gostou

- Não posso opinar sobre o encerramento de Kyuranger

- Eu já pulava pro próximo episódio
- Por algum motivo Saban não vai adaptar para Power Rangers
- Deve ser por causa dos salários para doze integrantes

- Será que um ator de Sentai ganha bem?

- Será que as meninas do grupo ganham menos?

- Será que um dia veremos uma campanha japonesa encabeçada pelas atrizes de Tokusatsu de todos os tempos exigindo pagamento igualitário?
- E o fim da sainha.
- Não curto a sainha.
- Ela tá sempre amassadinha, é deselegante
- Não rolou crossover com Fourze

- Puta desperdício
- É o que faltava a Kyuranger, interagir com outro elenco gigante
- E agora os fãs olham tristonhos suas 20 mil Kyutamas e se perguntam o que diabos eles vão fazer com elas
- Emails serão bem vindos em alojcast@gmail.com

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